Nesta semana, nossa imagem destaque é uma captura da Fazenda Boa Hora, em Retirolândia, sertão baiano, trazida por Maria Aparecida de Oliveira Gordiano. A fotografia exala a essência do sertão, tendo o mandacaru como protagonista; uma planta que personifica a resistência e a vitalidade da caatinga.
O mandacaru, nativo dos solos sertanejos, desempenha um papel crucial ao servir como alimento para animais durante a seca. Seus frutos vermelhos e doces atraem pássaros que, ao devorar as sementes, ajudam a perpetuar essa espécie, essencial para o equilíbrio do bioma. As flores brancas do mandacaru, além de embelezar as paisagens áridas, carregam consigo a esperança das chuvas, ecoando a famosa canção de Luiz Gonzaga.
Para Maria Aparecida, o mandacaru é mais que uma planta; é símbolo de afeto e orgulho por sua herança sertaneja. Maria, nascida em Retirolândia em 1989, carrega consigo uma rica trajetória literária e acadêmica. Desde criança, envolveu-se com histórias e livros, paixão que floresceu durante sua participação no projeto PETI e no contato com o Baú de Leitura.
Com licenciatura em Geografia pela UNEB e Pedagogia na UNITER, Maria é também especialista em Geografia e Meio Ambiente e encontra-se pós-graduando em Gênero, Raça, Etnia e Sexualidade. Sua dedicação à docência é evidente, acreditando que a educação transforma a sociedade e a literatura oferece aprendizados gratificantes, especialmente no campo geográfico.
Autora dos livros “O Mais Bonito Amor” e “Antonieta”, Maria expressa suas emoções acolhedoramente através da poesia. Sonha que seu legado literário inspire amor e conhecimento, iluminando e transformando vidas daqueles que suas palavras alcançam.