Descrição
Palha benta é a vida que segue. Após a última bolha estourada, numa noite absurdamente estranha, o “homem que adoça e embriaga” continua seu caminho excêntrico de amor e ódio pela cidade. Melhor entendedor de sua própria história, o personagem central persiste em busca de algo, ou de alguém. Movido por uma imensa necessidade de se proteger — agora não existem mais as bolhas e sua liberação de endorfina —, recorre sempre às rezas de sua velha benzedeira, sua “mãe verdadeira”. O homem dos olhos coloridos segue se deparando com as figuras citadinas mais peculiares possíveis. E, nesses encontros, o conflito é a normalidade das relações. Ele não é mais o missivista do povo, mas permanece firme — após uma ideia complementar — no propósito de manter a loja de doces e cachaças em uma rodoviária. Agora auxiliado pela menina-assistente, de um olho grande e outro pequeno, com a síndrome do cabelo impenteável e outras coisitas mais, o nosso personagem central permanece a traçar sua jornada fantástica, meio louca, um tanto tragicômica, e totalmente excepcional, unindo, no livro, o real e o quimérico de uma vida. Sempre.
(Sequência do livro Plástico bolha. Histórias independentes).

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