Por: Josessandro Andrade (Poeta , compositor e Cineasta)
Ver o algodão florescer novamente em Sertânia não é apenas um resgate agrícola; é um ato de justiça histórica.
Como cineasta, ao registrar Joana D’arc para o documentário “Sertão Fértil”, percebi que a riqueza da nossa terra nunca foi embora; ela apenas esperava por mãos que soubessem dialogar com a natureza, em vez de agredi-la.
Joana é o símbolo dessa transição. Enquanto o passado foi marcado pelo trauma do bicudo e do monocultivo, o presente nos apresenta a policultura orgânica e a inteligência das armadilhas naturais.
Saber que o solo do nosso Moxotó- Ipanema foi testado e laureado como o mais fértil entre sete estados nordestinos enche o peito de qualquer sertanejo de um orgulho legítimo.
Minha contribuição a essa jornada atravessa agora as fronteiras em forma de versos. Escrevi um folheto de cordel detalhando essa saga do algodão orgânico e dos derivados do amendoim e gergelim. Este cordel será lançado na Alemanha, durante a Feira Mundial da Agricultura Familiar, como um presente de Sertânia para o mundo. É a nossa cultura — do plantio à rima — mostrando que o Sertão não é o lugar da escassez, mas o berço da inovação sustentável.
Assim como outros irmãos do nosso Projeto Sertão Fértil e da EXPOEMA – Empório Moxotó Ipanema, Arlindo Gomes , Mauricéia Garrafada, Rafael Falcão, Joselito Neném das Cocadas, entre outros, Joana une talento e fé. Joana viaja levando a fibra, o óleo e a poesia, provando que a nossa maior colheita é a dignidade.
2 respostas
Fiquei com vontade de quero mais. Com vontade de ler o cirdel
Parabéns, mas mostra depois o cordel q vc levará para a Alemanha.